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terça-feira, 20 de março de 2012

Silêncio



É comum não expor os seus fracassos, é natural reconhecer e enaltecer os prêmios recebidos, os elogios que te motiva, mas qual a razão em expor aos outros ao escárnio das suas palavras mal elaboradas? Acreditamos se a língua fosse passível de um filtro, mais da metade das palavras não sairia. Então, por favor, se não te motiva a manifestar a aceitação, a solidariedade e o entendimento, não fale. Por que sempre temos o prazer de destilar palavras ofensivas àqueles que não conhecemos a real situação do acusado? Vamos tentar a falar somente o necessário quando discordamos de uma posição em relação aquilo que julgamos, precocemente, errado. Acredito que a vida será menos difícil e haverá pessoas mais amigáveis e a paz gerará um circulo de caridade instantâneo.
Se você não expõe suas atitudes infelizes, que pertence a você e é de sua responsabilidade, não é certo manifestar os pontos fracos daqueles que você não sente.
Reflita, cresça e seja mais feliz.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tente não confundir



Por favor, não confunda esse sentimento de carência, egoísmo e posse com um sentimento nobre que é o amor.
Quem ama, ama por que precisa da felicidade do outro, isso independe da sua própria felicidade. Um exemplo de amor: “Mãe, posso ir brincar na rua agora a noite?” “Pode, mas não volta tarde que você tem que tomar banho”. É óbvio que ela não quer que você vá, ela está com medo que aconteça algo com você, afinal é noite. Porém ela quer que você seja feliz com seus coleguinhas. Um exemplo de amor incondicional, esse sentimento é tão puro que nós, reles mortais, estamos um pouco longe de alcançar. Seria muito bom se experimentássemos uma pitada desse amor nos nossos relacionamentos amorosos. Por isso, quando ousar dizer: Eu te amo, que seja verdadeiro. Amor não é paixão, posse, controle, isso é um processo de dificuldade de compreensão de sentimentos. Cresça, desenvolva, aprenda, não é fácil, mas é possível.

Lembrei dessa frase do Fernando Pessoa:

"Enquanto não superarmos a ânsia do amor sem limites, não poderemos crescer emocionalmente. Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser único."

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Permita-se



Era noite de sexta-feira, de vento ligeiro que entrava pela janela aberta sem cuidado e sem respeito, deslizando sobre a mesa, soprando folhas de papel branco que aquele menino de cabelos curtos escrevia. Ali ele deixava marcas no papel, pressionva o grafite e descrevia a sua semana como se fosse um balanço semanal obrigatório. Descreveu como fora bom aqueles dias, que aprendeu e cresceu mais um pouco. Falou sobre a natureza que naturalmente o acompanha da escola até em casa, das ruas movimentadas, de pessoas e meios de transporte, tudo tão corrido, veloz, congestionado. Também escreveu sobre o quanto há pessoas abandonadas nas ruas, animais famintos, lixo nas sarjetas, e calçadas mal conservadas, observou que os toldos das casas aparentam marcas pretas de pingos contínuos de chuvas que mancham e fazem um caminho curioso, divagou sobre as sibipirunas floridas nessa época do ano e fez um teste: se ele sorrir primeiro e dizer bom dia é difícil a outra pessoa não fazer o mesmo, ainda que esteja com pressa e perturbada com a segunda-feira.
Conheceu um pouco de si próprio, falou consigo mesmo, refletiu. Parou um pouco e meditou ao lado da janela ao entardecer, fechou os olhos e tentou sentir um pouco daquele vento que antecede a chuva de verão, percebeu que a vida é algo passageiro quando soube que uma menina tinha perdido a oportunidade de crescer por morrer de leucemia dois meses depois de descobrir a sua doença. Pensou um pouco e pode imaginar como seria a vida de seus pais, do trabalho, da rotina, das responsabilidades que os cabem, a intenção de sustentar uma família, construir uma carreira, lidar com pessoas diferentes, de pensamentos distintos de personalidade incongruentes.
Reconheceu que a sombra pode ser uma diversão se você sabe brincar com as mãos, ela pode ser pássaros ou um cachorrinho, que não é tão ruim ficar no silêncio. Respirou fundo e pausadamente e percebeu que o equilíbrio não é encarar a vida como se fosse uma maravilha, recheada de alegrias ebrias e festas cotidianas, mas encarar a vida é estar encorajado a enfrentá-la. A superação é uma energia que nos motiva a ir mais longe e isso ele percebeu quando não conseguia realizar uma tarefa, após consegui-la sentiu-se vitorioso, deu um sorriso e gritou: “Mãe, eu consegui!”. Dizer a você que no momento está difícil é fato, continuar persistindo e aprendendo é preciso, vencer é indescritível, uma felicidade instantânea se instala e você sorri e diz: Eu consegui.
A noite ameaçava chegar, aquele vento sapeca cessou, trouxe nuvens carregadas de água que caia lá fora molhando os vidros da veneziana agora fechada, o som da chuva foi percebido pelo garoto que também escreveu: Ouço a chuva com prazer, ela molha tudo e todos, ela não poupa, ela acalma, refresca e me faz bem. Assim como o sol que toca a terra e a grama úmida ele não privilegia. E foi assim que ele terminou de escrever, os reflexos do tempo através do seu olhar, e percebeu que cada um pode olhar de maneira diferente para tudo, porém para refletir temos que nos conhecer e saber o que nos faz bem. Esse bem não pode ser prejudicial aos outros, que um sorriso não encobre uma tristeza interior, porém é uma boa maneira de evitar falar de assuntos que não corresponde a outras pessoas. Que a felicidade está em cada instante de tempo compartilhado ou sozinho, daqueles instantes dedicados ao construir e conhecer, de viver deixando a simplicidade explícita e nos abstendo das efemeridades óbvias que nos cria e nos aprisiona. O resto passa, tudo passa, o que permanece são aquilo que gardamos dentro de nós.
Permita-se a reflexão nos minutos que acompanham a sua rotina, para que um dia não pensemos que a vida passou e não tivemos a oportunidade de fazer o nosso balanço diário, ainda que às vezes ele seja semanal ou até anual.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Siento dudas





Las calles se quedan mojadas y las árboles sonríen a punto de se agitaren de una alegría visible. A veces creo que la naturaleza siente ganas de compartir su estado de ánimo conmigo, pero no estoy dispuesto a oírlas y quedo preso a eso estado de ousadia, de periodos grises, de sonrisa falsa que llevo en la cara como disfraces para las preguntas indiscretas. Desperté hoy en una mañana fría, con muchas personas con sus paraguas, corriendo, llevando el tiempo en sus bolsillos, desperté con ganas de escribirte, como se he tomado una medicina que ayuda a expresar los deseos mas perturbados de mi mente. Siento dudas que corren por mi cuerpo, juegan con mis venas en alta velocidad. Siento miedo por no saber como manejar mis actos, como hacer para que todo sea distinto. Creo que te quiero, pero no puedo tenerte. El respecto es un límite, la nostalgia es el sentimiento, la duda es mi corbata. Hoy hay muchas nubes grises arriba y el agua no tarda a caer. Estoy un poco enfermo, la gripa no quiere abandonarme y siento mi cuerpo cansado, mis ojos a cada parpadeo vacilante, vivo por el combustible que a mí suena canciones. Quedo aquí escuchándolas, así olvídame las tardes grises, la mente insana y los habitantes de mis sentimientos.
Le comento que soñó cosas prohibidas y eso no tiene color por que son solamente sueños, riegos que no quiero tenerlos cerca de mí, todo vuelve lento y no logro saber si es cierto.
Mi alrededor no hay sonrisas y busco en la memoria sus dientes blancos, sus labios rojos y el brillo en su mirar. Tengo ganas de abrazarte y buscote en la ilusión que no existe, en la mirada de las personas que cruzo por la calle y a veces soy el loco por pedirte que huyas y nunca más vuelva a verme, a pensarme. Siéntome desequilibrado por imaginar sus pensamientos rotos que se convergen por mi mente.
Tengo ahora mis manos, mis escritos, mi caligrafía como la mía coartada y frente a eso puedo sentirme feliz por saber que nada puedo ser juzgado por ser sensible, despresando lo que siento al imaginar su presencia.
Por favor, no me juzgue un chico dramático envuelto en su soledad y lleno de sensibilidad aprisionada sin las claves por su libertad, pido que me dé tiempo para que yo pueda reflejar, que me dé brazos para que yo pueda descansar, un piso seguro donde yo pueda caminar descalzo sin miedo de herirme. Sé que puedo estar pidiéndote cosas mayores que tú puedas soportar, aunque sea eso verdad, dígame que logras hacerlo, mentiras piadosas se convierten en mensajes necesarias hasta que llegues tú.